Início Artigos Especial A História do...

A História do Mega Drive – Parte III

20
0
COMPARTILHAR
história

Nos Estados Unidos, a Nintendo parecia um verdadeiro tanque de guerra, inquebrável, inalcançável, imparável e isto era a intenção da empresa desde o começo. Ela usava meios bem ortodoxos para manter a sua superioridade mercadológica. As lojas eram cerceadas para que não vendessem produtos da SEGA e desenvolvedores eram forçados a assinar contratos de exclusividades pesados onde estas só podiam produzir para os consoles da Nintendo.

Mas o que a Nintendo parecia não ver, ou não queria fazê-lo, é que todo mundo adora ver uma história de Davi x Golias, ver um tirano deposto e ter uma queda colossal, e disto muitas desenvolvedoras começaram a perceber o Mega Drive (Genesis) como uma alternativa de possíveis lucros.

históriaEmpresas populares como a Namco mudou de lado na primeira oportunidade, enquanto que a Electronic Arts fez engenharia reversa no console da SEGA para garantir outros tipos de contratos antes de começar a produzir jogos de qualidade para a gigante azul. Desta forma isto ajudou o mercado a ver o Mega Drive como uma verdadeira alternativa.

Só que o grande sucesso do Mega Drive veio com aquilo que os desenvolvedores chamam de killer app, e o que vem a ser isto? Segue um pequeno excerto do Wikipedia

Um aplicativo matador (do inglês, killer application ou killer app) no jargão dos tecnólogos, é um programa que é considerado tão necessário, desejável ou melhor que os outros que, para muitos consumidores, justifica por si só a compra ou a adoção de um tipo particular de computador, de console de videogame, software, de sistema operacional ou de telefone celular. Um killer app pode aumentar substancialmente as vendas da plataforma sobre a qual ele roda.

E no caso do Mega Drive este aplicativo matador, aquele jogo que fez muita gente que não estava nem aí para com o console de 16 bits da SEGA foi, o agora muito conhecido, Sonic The Hedgehog, conhecido como Sonic, o Porco Espinho nos seus primeiros anos aqui no Brasil, um mascote fenomenal que tem sua fama até hoje com vários jogos para as mais diversas plataformas.

Ainda assim, muitos até se perguntam, e se o Sonic nunca tivesse sido um sucesso? O que será que teria acontecido com o Mega Drive então? De acordo com Nagumo, uma das pessoas chaves da SEGA, a empresa tinha vários títulos que poderiam ter se tornado um killer app, se não fosse o Sonic, seria outro, quais? Talvez nunca se saberá já que o ouriço foi um verdadeiro hit de vendas e, como dito, se consagrou como o grande mascote da SEGA desde então.

Por conta disto, a própria empresa nos EUA veio a colocar o Sonic vindo junto com o Sega Genesis em detrimento da primeira versão que vinha com Altered Beast, fazendo com que o console viesse a ser muito bem vendido nas terras americanas.

Apesar de todo o seu esforço em cima de deixar uma boa imagem para o Mega Drive nos EUA, Michael Katz foi substituído por Tom Kalinske em 1990, onde este, com a sua experiência advinda da Mattel e uma equipe bastante competente já existente na SoA, veio a colocar o Mega Drive num patamar de concorrência que o NES não podia mais aguentar.

Desta forma, o Mega Drive, nos EUA, veio a destruir o TurboGrafx 16 e ia muito bem contra o NES, mas a Nintendo não havia parado em serviço e já estava vindo com algo gigantesco chamado Super Famicom.

Super Famicom

Gostou? Confira aqui a parte I e a parte II da História do Mega Drive.