
A espera finalmente acabou! Depois de anos de especulação, a Nintendo revelou oficialmente o Nintendo Switch 2 em seu Direct no dia 2 de abril de 2025. O novo console será lançado em 5 de junho de 2025, com preços sugeridos de US$ 449,99 na versão padrão e US$ 499,99 para o bundle com Mario Kart World Tour. No entanto, o que mais chamou atenção foi o aumento significativo no preço do console.
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O aumento de preço do Nintendo Switch 2
O Nintendo Switch original foi lançado em 2017 por US$ 299,99. Agora, o Switch 2 chega ao mercado com um aumento de US$ 150, um salto considerável. No entanto, a Nintendo não é a única a seguir essa estratégia. Tanto a Sony quanto a Microsoft também elevaram os preços dos consoles na atual geração.
Apesar dos avanços tecnológicos, esse tipo de reajuste pode afastar consumidores. O grande diferencial do Switch original era seu custo-benefício, tornando-se uma opção acessível em vários mercados. Agora, o Switch 2 caminha na direção oposta, exigindo um maior investimento inicial para entrar no ecossistema da Nintendo.
Outro ponto preocupante é que, com um preço inicial tão alto, o console pode ter dificuldades para competir com alternativas mais acessíveis no mercado. O Steam Deck, por exemplo, oferece uma proposta similar, permitindo jogar tanto títulos AAA quanto jogos indie a preços variáveis, sem uma política de preços tão restritiva.
A estratégia da Nintendo: exclusividade e preços altos
A Nintendo parece estar adotando uma abordagem semelhante à Apple, criando um ecossistema mais exclusivo para seus fãs. Produtos da Apple costumam ser vendidos a preços elevados, mas com um apelo de qualidade e inovação.
Essa estratégia pode funcionar para a Nintendo? Talvez. No entanto, históricos como o do Wii U, Nintendo 3DS e GameCube mostram que preços altos e dificuldades no acesso a jogos podem impactar negativamente as vendas. O Switch original, assim como o Wii e o DS, brilhou justamente pela acessibilidade.
Além disso, a Nintendo tem um histórico de lançar periféricos e serviços que podem encarecer ainda mais a experiência do jogador. Os Joy-Cons, por exemplo, são notoriamente caros e podem apresentar problemas como o famoso “drift”, exigindo reposição frequente. Outro exemplo é o Nintendo Labo, que chegou como uma proposta inovadora, mas foi rapidamente descontinuado, deixando consumidores com acessórios obsoletos.
O aumento no preço dos jogos: até onde vai?
Além do preço do console, a Nintendo também deve aumentar o valor dos jogos. Jogos digitais devem custar US$ 79, enquanto físicos podem chegar a US$ 89. Essa tendência segue o que já ocorre no PlayStation 5 e Xbox Series X|S, mas agora atinge um console que sempre teve preços mais acessíveis.
Para países com moedas desvalorizadas, como o Brasil, isso representa um impacto ainda maior. Com o dólar a R$ 5,62 (cotação de 3 de abril de 2025), um jogo digital pode custar cerca de R$ 450, enquanto um jogo físico pode ultrapassar R$ 500. Se considerarmos DLCs e edições especiais, o valor total pode facilmente atingir R$ 1.000.
Outro problema é a política de preços dos jogos antigos. Diferente da concorrência, que oferece descontos frequentes e assinaturas com catálogos robustos, a Nintendo raramente reduz o valor de seus jogos first-party. Isso significa que mesmo títulos lançados anos atrás continuarão sendo vendidos a preços elevados, dificultando o acesso para novos jogadores.
O consumidor paga a conta
A prática de aumentos não é exclusiva da Nintendo. Sony, Microsoft e Nvidia seguem estratégias semelhantes. No entanto, se os consumidores aceitarem esses preços, a tendência é que eles se tornem padrão para toda a indústria.
A solução? Resistir a esses preços abusivos. O mercado responde à demanda, e se os consumidores se recusarem a pagar valores elevados, as empresas precisarão reconsiderar suas estratégias.
Outro caminho é buscar alternativas, como consoles mais acessíveis, assinaturas de serviços como o Game Pass e a PS Plus Extra, ou até mesmo considerar a compra de jogos em promoções. Existem também iniciativas como o Steam, que permite uma flexibilidade maior na precificação e oferece descontos com mais frequência.
Diga não ao aumento descontrolado dos jogos e consoles! A voz do consumidor pode fazer diferença na definição do futuro do mercado de games.