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Lições que Microsoft e Sony deveriam ter aprendido com a SEGA.

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Lições que Microsoft e Sony deveriam ter aprendido com a SEGA. Texto originalmente criado pelo Nelson, Senhor Reverso.

Surge a confirmação através de noticias e feiras que a 8ª geração de games vai ganhar novos consoles capazes de fazer melhor o que os atuais consoles já fazem, mas continuando na 8ª geração, criando assim uma curiosa 8.5ª geração. Um dos argumentos de Sony e Microsoft para esse lançamento diferente, é a incapacidade do hardware atual rodar jogos novos em 4K de maneira satisfatória. Ai você pode me perguntar, mas Reverso o que isso tem a ver com Mega Drive e SEGA? E eu respondo, tudo. As empresas de hoje estão enfrentando um problema que a SEGA já havia previsto em 1988 quando lançou o Mega Drive e que seus engenheiros conseguiram “resolver”.

Eis como tudo começou…

Lições
Sega SG-1000 Mark II

Desde o lançamento do SEGA SG-1000 II em 1984 a SEGA sempre colocou algum slot adicional em seus consoles no caso deste irmão mais velho do Master  System temos um slot que servia para leitura de games em cartões.

Lições
Master System com os seus Addons

Já com o Master System no mercado a SEGA percebeu que poderia utilizar o mesmo slot que lia os games em cartões para outra coisa, como no exemplo a cima onde o slot leitor de cartões é utilizado para ligar o óculos 3D do Master System, esse exemplo também nos mostra que tentativas de tornar os jogos mais emersivos não são novidade. E isso nos leva ao nosso amado Mega Drive.

Lições
Mega Drive e alguns de seus addons

Em 1988 quando foi lançado, o Mega Drive era o mais próximo de um fliperama que você poderia ter em casa. Seu hardware era avançado para a época e fazia o famoso NES da Nintendo parecer uma velharia, como todo console de nova geração deve fazer. Então a Nintendo em 1990 lançou o Super Nintendo, com dois anos na frente o console da Nintendo trouxe algumas vantagens técnicas, e se a SEGA não criasse um diferencial para seu console, ele poderia acabar perdendo a guerra dos 16bits.

Então em 1991 a SEGA utilizando um slot de expansão que ficava na parte de baixo do Mega Drive, lança o Mega CD. Esse acessório deu ao Mega Drive a capacidade de ler CDs algo que era uma novidade para a época, além das trilhas sonoras dos games que ficavam com uma qualidade incrível graças ao sistema de áudio do CD, com isso surgiu também algo novo nos consoles, como os CDs possuíam muito mais espaço que qualquer cartucho da época começaram a surgir jogos que possuíam vídeos, conhecidos como games full motion video ou (FMV) embora hoje eles pareçam datados e estranhos, em sua época eram algo impressionante pela sua tecnologia.

Após o lançamento do Mega CD surge um novo desafio para a SEGA, jogos poligonais estavam entrando na moda e a Nintendo tinha o chip FX nos cartuchos do seu Super Nintendo que trabalhava bem com polígonos e fazia gráficos impressionantes. Como resposta a batalha dos polígonos a SEGA criou o 32X um acessório que aumentava a capacidade do Mega Drive em exibir cores e polígonos, esse acessório era encaixado no slot de cartuchos do Mega Drive e apenas jogos compatíveis utilizavam as vantagens que o acessório oferecia. Com certeza sem esses acessórios a história do Mega Drive e de toda a industria dos games seria diferente. Do ponto de vista técnico eles serviram bem ao seu papel, porém do ponto de vista prático acabaram por deixar o Mega Drive muito caro, o que fez com que ele fosse mais tarde substituído pelo SEGA Saturn.

Porém isso nos mostra que a menos que você esteja disposto a ir para uma próxima geração sempre é possível melhorar o hardware que já existe, e a SEGA fez isso com louvor em seu Mega Drive com esses acessórios, e até mesmo no Saturn que possui algumas das melhores conversões do fliperama graças as suas expansões de memória que eram colocadas em seu slot de cartucho. Até mesmo a grande rival da SEGA a Nintendo utilizou as lições que aprendeu com a SEGA na guerra dos 16bits e colocou a possibilidade de expansão de memória em seu Nintendo 64, essa expansão deixava os jogos com uma qualidade gráfica muito superior à normal.

Talvez esteja na hora das grandes empresas de hoje em dia, olharem com respeito de volta no tempo para aprender com esses incríveis consoles, que faziam coisas fora da realidade de seu tempo. E repensar se o mundo precisa mesmo de uma 8.5ª geração.

  • Luiz Fernando

    Eu também acho essa “nova geração” brocante e sem inovação. Ainda bem que surgiu o Switch e deu algum novo sentido pra essa geração, ao invés de um simples upgrade de resolução…